'arram, sei... me engana que eu gosto!!!'

a revista UM entrevistou 67 mulheres para entender o universo feminino de desculpas, frases feitas, dissimulações, jogos de cena e balelas sutis. o resultado é surpreendente! foram mais de duzentos tipos de mentira. a mentirada toda foi separada de acordo com alguns assuntos fundamentais - sexo, primeiro e segundo encontro, casamento, corpo dela (e o nosso), presentes, dinheiro, etc.

conclusão: em matéria de conquista, uma mentirinha sempre vem bem!!!

se quiser saber as respostas sacanas delas, clica
aqui.

quando falta inspiração

daí a gente procura alguém que fale por nós.. que expresse um sentimento que não consegue surgir por algum motivo qualquer...

com vocês juliana menz...

"Não escrevo para parecer coisa alguma.
Sempre escrevi e escrever pra mim é como um alívio.
Algumas vezes não consigo dormir e basta escrever tudo aquilo que passa em forma de texto, ou não, na minha mente e pronto. Durmo.
Não escrevo porque hoje existem blogs. Escrevia muito antes disso e por necessidade.

Escrever vem de um excesso de calor na alma. É uma espécie de hipnose que faz com que deixemos de prestar atenção no mundo ao redor e passemos a formular cada parágrafo numa vida parelela.
Escrever não é fácil mas, acredito que está inerente no sujeito ou não. Não trata-se de uma escolha.

Estou certa que escrever é ato egoísta e presunçoso.

Não precisamos ser entendidos por ninguém. A página em branco nos basta.

É como ignorar toda a existência ao redor.

E eu tenho um acervo de idéias se formando e saltitando aqui dentro. Mas há tempos em que não se tem tempo..."

Desmistificando teorias

eu ligo pra você
dectector: mentira (nem sempre)

você é a mulher da minha vida (uma semana após se conhecerem)
detector: há controvérsias

eu te amo (duas semanas após se conhecerem)
detector: há controvérsias

sabe qualé? não tô pronto pra assumir um compromisso
detector: verdade (pelo menos não fica te enrolando)

como tu pôde achar que eu tava olhando pra ela? é tua amiga!
detector: mentira

prometo que vou mudar!
detector: mentira (ninguém muda de uma hora pra outra)

isso jamais aconteceu antes
detector: mentira

tu gorda? que nada!
detector: mentira (diz que não pra não ter que ficar dando explicação)

beleza não significa tanto assim pra mim
detector: há controvérsias

não transei com ninguém desde que terminamos
detector: mentira

claro que estou prestando atenção no que você diz
detector: mentira (pra evitar debates)

de jeito nenhum me incomoda você ganhar mais do que eu
detector: há controvérsias

tudo bem dividir as tarefas
detector: há controvérsias


Publicado originalmente na Revista Nova, Novembro/2005


 
"Agora estava treinando para não levar nada a sério. O homem pode cometer muitos erros pequenos. E não tem importância. Mas se os erros são grandes e pesam em sua vida, a única coisa que ele pode fazer é não se levar a sério. Só assim evita sofrer. O sofrimento prolongado pode ser mortal."

"Passei muitos anos tentando me desprender de tanta merda que tinha se acumulado em mim. Não era fácil. Se você passa os primeiros 40 anos da sua vida sendo um tipo dócil, bem domesticado, acreditando em tudo o que lhe dizem, depois é quase impossível aprender a dizer "não", "vão se foder", " me deixem em paz.

... Aos quarenta anos o sujeito ainda está em tempo de abandonar a rotina, o peso estéril e aborrecido, e começar a viver de algum outro jeito. Só que quase ninguém se atreve. É mais seguro continuar igual até o fim. Eu estava me endurecendo. Tinha três opções: ou me endurecia, ou ficava louco, ou me suicidava. De forma que foi fácil decidir: tinha de endurecer."

pedro juan gutierrez
 

 
adeus cantadas

Que mulher não acha um saco passar em frente a um canteiro de obras e ouvir assobios e comentários nada agradáveis? Pois agora uma construtora inglesa proibiu seus pedreiros de se comportarem dessa maneira. Mas o motivo não é muito nobre, a empresa alegou que essas "cantadas" afastam mulheres sofisticadas e potenciais compradoras dos imóveis. Confira aqui o manifesto da Tpm contra esses assédios na rua.


o problema é que a culpa não é nossa. denise gallo especialista em comportamento feminino explica:

"Seria melhor se fosse um exemplo isolado, mas não é. Na mídia feminina, a mulher é uma máquina de sedução. O corpo – erotizado e photoshopado – é o seu passaporte. A aprovação masculina é o seu troféu. Deseje-me! Deseje-me! Dicas e mais dicas para fazer os queixos caírem, os homens enlouquecerem, as cuecas pegarem fogo. Nesse script manjado, mulher cantada é mulher elogiada. O assédio masculino é apresentado como o sinal de que a tática deu certo. Na mídia e na publicidade, tudo é uma questão de dedicação. A boa aluna deixará os gatos babando pelo caminho e seguirá vitoriosa. Já quem tiver o infortúnio de passar despercebida que aprenda, de uma vez por todas, qual é a verdadeira preferência nacional."


fonte: revista TPM

rascunhos de meus cadernos de morosofia

Era um amor que começou pequenininho.
Depois foi crescendo, crescendo, crescendo...
Acabou que ficou um amor tão grande, tão grande, mas tão grande, que explodiu.
E eles ficaram ali, olhando um para o outro, com os restos do amor no chão.
E cada um foi para um lado, soprando os pedacinhos que sobraram para ver se nascia, pelo menos, um amorzinho novo.

 


 

Ele.
Ela.
Já.
Mas nem estão sabendo.

 


 

 E de barata, você tem medo?
- Não.
- Nem de rato?
- Nem de rato.
- Nem de relâmpago?
- Nem de relâmpago, nem de trovão.
- E nem de ladrão?
- De ladrão? Nem um pouco.
- Nem de avião?
- Nem de avião.
- Nem de bungee jump?
- Já pulei 12 vezes.
- Nem de pular de pára-quedas
- Fiz um curso há um ano.
- Nem de me perder?
- Tenho. Isso eu tenho. E muito!
Dois dias depois ela acabou o namoro. Detestava homem covarde.

 


 

Era uma vez duas certezas que se encontraram, se olharam, se gostaram, se apaixonaram, se amaram, fizeram amor, casaram, sorriram, fizeram amor de novo, se olharam de novo e, quando viram, tinham parido uma lágrima. E lágrimas paridas assim, sem nenhum planejamento, crescem e se transformam em magras e desdentadas dores, sempre jogadas pelos cantos e comendo mingau para aliviar a úlcera.

 


 

Se esse seu amor
for coisa barata,
faça-me o favor:
pega o chinelo.
E mata.

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