Ele era considerado louco por muitos simplesmente porque andava pelo mundo pregando palavras de amor e gentileza, confortando as pessoas e espalhando o bem por onde passava.

Nos dias de hoje, quando é tão raro encontrarmos alguém assim, é realmente normal que alguém chame pessoas assim de loucos, afinal, que lógica há em desejar o bem aos outros?

Hoje ele estaria completando 91 anos,
vejam aqui um pouco mais da história do Profeta Gentileza.


"Amor, palavra que liberta, já dizia o profeta..."


GRACINHAS ELETRÔNICAS

Here´s the thing: como o post que vinha nesse lugar não ficou pronto, resolvi publicar uma coisa que recebi por e-mail. Achei muito engraçado, só isso. Não tem mensagem subliminar, não tem indireta, nada de ler nas entrelinhas, é só pra ler e rir mesmo, OK?

Ah, e como recebi por e-mail, não sei a fonte! Se alguém souber a fonte e quiser colocar nos comentários, fique à vontade! Vamos lá então!

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DIÁRIO PRIVADO DE UMA MULHER

DIA 1
Celebramos hoje o 25º Aniversário de Casamento. Tentamos reviver a nossa lua-de-mel, mas ele não conseguiu...

DIA 2
Hoje ele contou-me o seu grande segredo: Está impotente! Grande novidade... Ele realmente pensa que eu ainda não sabia...

DIA 3
Este casamento vai mal... Uma mulher tem as suas necessidades...

DIA 4
Estou entusiasmada... Li no jornal, que há uma nova droga no mercado, que pode resolver nosso problema. Chama-se Viagra. Ele vai substituir o Prozac pelo Viagra, na esperança que levante algo mais do que só o entusiasmo...

DIA 5
Uma benção dos céus!!!

DIA 6
A vida é maravilhosa!!

DIA 7
Tenho de confessar: O Viagra que tem sido muito bom!!! Nunca fui tão feliz!!!

DIA 8
Acho que ele exagerou na dose do Viagra neste fim de semana... Já começo a ficar um pouco dolorida...

DIA 9
Não tenho tempo para escrever... Ele pode me pegar...

DIA 10
O.k., admito, estou escondida! É que não há mulher que agüente tanto!!! O que hei de fazer? Estou toda moída...

DIA 11
EU JÁ NÃO AGÜENTO MAIS!!! É o mesmo que ir para a cama com uma furadeira Black&Decker! Acordei, esta manhã, colada à cama!!!

DIA 12
Quem me dera que ele fosse viado... Deixei de me maquiar, tomar banho, escovar os dentes... Mas, mesmo assim, ele vem atrás de mim. Até bocejar se transformou num perigo!

DIA 13
Cada vez que fecho os olhos, lá vem mais um ataque... Vivo com um míssil Scud! Já mal consigo andar..

DIA 14
Já fiz de tudo para ele me deixar em paz, mas não adianta...Até já me vesti como uma freira, mas ainda foi pior...Socorro!!!

DIA 15
Vou acabar por matá-lo... São umas dores infernais quando me sento... O cão e o gato fogem dele e os amigos nem se atrevem a aparecer em casa...

DIA 16
Hoje, sugeri-lhe que largasse o Viagra e voltasse a tomar o Prozac... Ele quase me bateu!!!

DIA 17
Eu coloquei Prozac na caixa do Viagra, mas parece que não fez efeito... Lá vem ele outra vez!!!

DIA 18
GRAÇAS !!!! O Prozac começou finalmente a fazer efeito! Meu marido passa, agora, o dia inteiro sentado em frente à TV, com o controle remoto na mão, à espera de que eu lhe faça tudo... COMIDA, CERVEJINHA, FUTEBOL, FILMES... Ah! Que vida calma e maravilhosa!!!...

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Ah, pois é... (cara irônica), para mim, particularmente, os dias 11, 12 e 13 são os melhores!

inutilidade pública

 

você acabou de beber uma lata de coca-cola:

"Nos primeiros 10 minutos: 10 colheres de chá de açúcar batem no seu corpo, 100% do recomendado diariamente. Você não vomita imediatamente pelo doce extremo porque o ácido fosfórico corta o gosto.

20 minutos: O nível de açúcar em seu sangue estoura forçando um jorro de insulina. O fígado responde transformando todo o açúcar que recebe em gordura. (É muito neste momento particular.)

40 minutos: Absorção da cafeína está completa. Suas pupilas dilatam, a pressão sangüínea sobe, o fígado responde bombeando mais açúcar na corrente. Os receptores de adenosina no cérebro são bloqueados para evitar tonteiras.

45 minutos: O corpo aumenta a produção de dopamina, estimulando os centros de prazer do corpo. (Fisicamente, funciona igualzinho com heroína.)

60 minutos: O ácido fosfórico empurra cálcio, magnésio e zinco para o intestino grosso, aumentando o metabolismo. As altas doses de açúcar e outros adoçantes aumentam a excreção de cálcio na urina.

60 minutos: As propriedades diuréticas da cafeína entram em ação. (Você urina.) Agora é garantido que porá para fora cálcio, magnésio e zinco os quais seus ossos precisariam.

60 minutos: Conforme a onda abaixa você sofrerá um choque de açúcar. Ficará irritadiço. Você já terá posto para fora tudo o que estava na Coca, mas não sem antes ter posto para fora junto coisas das quais seu organismo precisaria.


imitação buarqueana

(para ler escutando tatuagem, de chico buarque, na qual este texto foi inspirado)

vai, então!! mas é que dói... fere, machuca, dilacera, rasga, arranha. mortifica. deixa um vácuo inenarrável entre meus seios e braços, deixa um vazio inexplicável entre meus lábios e pernas, deixa uma vaga inconcebível entre minha morte e vida, deixa a marca indelével do nada, carimbada no meu eco. esfarela, parte, corta, fraciona. abre a pele num cortante vermelho. e sangra. mas aí... aí você vem, e o que era berro, sussurra, o que era grito, alenta, o que era bramido, aquenta. e eu me fragmento em pedaços tão seus... e me deixo ficar na tua pele, e te deixo sentir meu perfume, e te deixo sorver meu desejo, e me deixo estar nua, e tua. e aí... aí o que era choro e lágrima escorre do seu corpo e penetra em meu clamor como um bálsamo, um elixir. para sempre você, dentro de mim, e já não há mais dolorimento. nem cicatriz. porque não há nada mais calmante que o teu ir e vir, em mim, e não há nada mais abrandante que o meu venho e vou, em ti, e não há sangue que se destile mais que os nossos suores e sucos e salivas. porque não há dor maior que supere a tua grandeza, aqui; não há estigma algum que se sobreponha a tua sublimidade, aqui; não há mágoa qualquer que não sorria com você, aqui. porque seu ardor sempre me aquietou, e seu amor sempre me calou. e aí... aí eu esvaeço. umedeço. e emudeço. 

 

asfixia. taquicardia. tua palavra me toma de novo de assalto. tiro ao alvo. tua palavra, arma de fogo, a me sangrar saudade e desespero. aflição, angustia, ânsia. pulsação acelerada na curva dos teus sinais. rápida, veloz, ágil e imediata, a tua marca. ofegante, o meu peito; cianóticas, as minhas mãos; acelerado, o meu coração; rubra, a minha face. e a tua palavra me atrai, me puxa, me tenta, me assanha.  me cala e me grita, berra, uiva, chama e convida. te carrego no colo e te trago de volta aos manuscritos dos nossos pecados tão originais. doces palavras, venenosas, vestidas de saudade, calçadas de desejo, carregadas de intimidade. verbo incisivo, mordaz, conciso. primeira pessoa dos meus plurais, tu; concordância absurda, errônea e falsa. desgarrada. despropositada. desclassificada e desprovida.  mas é esse teu transitivo direto que me toma nos braços e me reescreve os caminhos. é esse fragmento monocromático da tua letra em desalinho que estreita as distâncias e teima em alcançar os meus nuncas, os meus ais, os meus mais, aléns, tambéns, antes e sempres.  o tempo todo,  em qualquer tempo, o teu verbo é a minha prosa. a única. definitiva. carolinizar.

 


 

Eu, como as cigarras

(Para Vássia Silveira, amiga que não vejo há 10 anos)

Já teci sombras com minhas esperanças e conjuguei perdições com minha alma. Não sei de ontem, mais do que vivi, por isto me dou por justo. Tomei por meu, o que me cabe. O que me foi dado, em excesso, foi sorte ou destino. Não escolhi palavras para os acenos do tempo ou do reter. Já não espero que os sinos dobrem por mim, mas também não ergo templos ou catedrais. Passo. Tenho iguais medidas. Li, bebi vinho, curei, viajei, escrevi, amei e todas as suas circunstâncias. Morri todas as minhas sete vidas, mas pelo milagre da espera, permaneço. Sonhei e fiz. Passarei. Os sonhos não.
Aprendi algumas coisas de jardim e das flores. Assim como respiro o aroma de promessas do cabelo molhado e a leveza do sabonete no corpo, lavado como água santa, para criar, com seu homem, a perda de novas inocências. E sei que toda mulher precisa ser tratada como nuvem, de céu, só agora, inventado. Pois é feita de lendas e outra porcelanas, aguda como fio das cimitarras. E, sei que, só ao lado delas, faz sol. E inventam de viver de cantar: eu e as cigarras...

Todo homem é um diabo, não há mulher que o negue,
mas não tem mulher que não queira, um diabo que a carregue...

FUndofuNDO

Meu destino é naufragar nas tuas águas de marés itinerantes como eu

Quero mesmo aguar-me em ti como um peixe morto de velhice ou devorado por cardumes nascituros preso ao último instante às armadilhas das cadeias ecofundas

E perecerei meio sem alma fundido em ferroespírito para me tornar parte de ti matéria transparente âmbar líquido na escuridão do fundo não na mera margem que comprime tua passagem ao mar

Publicado no livro Equinocio – Textuário do Meio do Mundo – Editora Paka-Tatu – Belém, 2004

Visite o blog Canto da Amazônia

GEOGRAFIA ETÁRIA DA MULHER:

Entre os 18 e 20 anos: a mulher é como a África, metade descoberta, metade
da beleza ainda selvagem com deltas férteis.
Entre 21 e os 30: a mulher é como a América, bem desenvolvida e aberta a
negociar com alguém com muito dinheiro.
Entre 31 e 35: é como a Índia, muito quente, relaxada e convencida de sua
própria beleza.
Entre 36 e 40: a mulher é como a França. Suavemente envelhecida, mas local
ainda desejável de se visitar.
Entre 41 e 50: é como a Iugoslávia, perdeu a guerra - atormentada por
Fantasmas de erros passados. Reconstrução massiva faz-se necessária.
Entre 51 e 60: ela é como a Rússia. Muito larga e com fronteiras sem
Patrulhas. O clima frígido mantém as pessoas distanciadas.
Entre 61 e 70: a mulher é como a Mongólia. Com um passado glorioso de
Conquistas, mas, sem dúvidas, nenhum futuro.
Depois dos 70: elas se tornam como o Afeganistão. Quase todos sabem onde
está, mas ninguém quer ir até lá.

A amizade por Vinicius de Moraes

"Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos...

Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido... Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre...

Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nos e-mails trocados...

Podemos nos telefonar... conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo...

Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!

A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos...

Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado... E nos perderemos no tempo...

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores... mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!!!"

Bom fim de semana a vocês. Sejam felizes e leves. Hoje, um bom e irreverente amigo, faz aniversário. Começa às 23.47 min e não tem previsão de final. Cada convidado fará uma performance. Recomenda-se deixar táxi, ambulância ou motorista, de sobreaviso, diz o convite. Prezado amigo, tô nessa. Por vias das dúvidas e dos acontecimentos, deixarei os três...

Aos teus cuidados

Habitam em mim, hoje, as enlouquecidas esperanças e as lúcidas certezas. Com uma, construo o mistério de ser feliz, com a outra, teço os silenciosos desesperos. Faço lenha de tudo que nos ameaça: o tempo, teu abandono, a intolerância dos que não sonham e deixo queimar na fogueira dos medos. Eu já os tive, como rédea e cultivo, razão de abandono de todas as escolhas.
Mas não quero a última das renúncias, pois sei que lamentarei por todos os dias, não ter construído meu leito de morte de amor na delicadeza de teus olhos. E ficarão perdidas em minha alma, cativa da tua, tão linda, para sempre, todas as palavras de amor e ternura que ensinei a minha boca só para povoar a memória de teu tempo ao meu lado. Não pisarei as ruas com tua mão, âncora da minha, nem saberei que brinco enfeita tua orelha em cada manhã, nem deitaremos na rede da fazenda , teus braços perdidos de intenção, em abandono nos meus, apenas para esperar o fim da tarde e o movimento do sol. Não poderei ouvir tuas queixas do mundo para te acalmar e proteger, pois já o sei imprevisível, nem verei tua barriga prenhe, a minha vida se formando dentro de tu, roça de meia, o teu leite alimentando a boca de meu filho, nem terei o cheiro de tua sanidade e loucura, depois do banho.
Não repartirei contigo, no jantar, o pão que gostamos, nem poderei deixar que teu choro, das inevitáveis dores de viver, escorram por teu rosto de milagre e teu acalanto de alívio e passagem seja meu peito. Não terei mais teu ouvido para me contar, como Sherazade às avessas, tentando te seduzir por todas as mil noites de mil anos, nem sinais dos encantos de teu coração tão fértil de vida, poderão ser identificados nas constelações e no que escrevo. Dizer-te não, não será o fio de Ariadne que me salva, mas o labirinto de minha perdição.
Eu sei, eu sei, que as lúcidas certezas me dizem não, eu sei, eu sei, que as lúcidas certezas te dizem não mas, hoje, especialmente hoje, em que os sonhos de um amor maior de todos, que atravessasse todas as encarnações, eram o pão desta manhã, eu queria apenas ofertar, irreversível, para teus cuidados, meu coração insensato...

As fantásticas imagens acima são do fotógrafo Daniel de Andradade. Assim como as amáveis palavras abaixo, que me endereçou por e-mail.

Renivaldo,
Obrigado pelas amáveis palavras e lembranças. Pessoas como você é que a gente considera irmão e parceiro na política. Independente de partidos, mas batalhador pelas causas de liberdade e justiça. Esse partido é felizmente muito grande, capaz de a qualquer hora, mover montanhas. Será? ... Porque demora tanto ! Felicidades amigo.
Abraços,
Daniel de Andrade
 
www.saitica.blogspot.com

Ajudo o nosso herói Ronaldo Feromônio a reconhecer melhor quem é quem. Veja as imagens e clique no botão respectivo, mulher ou travesti.
Boa sorte!
































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Para saber as respostas, clique aqui. Gostou? Se você tiver sugestões de outras celebridades que deveriam estar na lista, coloque nos comentários.

Fonte: Site Eu podia tá Matando



 
O único grande mistério é a diferença sexual

Por Arnaldo Jabor

Está rolando na internet um texto ridículo sobre "mulheres" atribuído a mim. Sou uma besta, todos o sabem; mas não chego a esse relincho lamentável do asno que o escreveu. Diz coisas como: "A mulher tem um cheirinho gostoso, elas sempre encontram um lugarzinho em nosso ombro..." Uma bosta, atribuída a mim. Toda hora um idiota me copia e joga na rede. Por isso, vou falar um pouco de mulher, eu que mal as entendo na vida. Não falarei das coxas e seios e bumbuns... Falo de uma aura mais fluida que as percorre.

Gosto do olhar de onça, parado, quando queremos seduzi-las, mesmo sinceramente, pois elas sabem que a sinceridade é volúvel, não perdura. Um sorriso de descrédito lhes baila na boca quando lhe fazemos galanteios, mas acreditam assim mesmo, porque elas querem ser amadas, muito mais que desejadas. Elas estão sempre fora da vida social, mesmo quando estão dentro. Podem ser as maiores executivas, mas seu corpo lateja sob o tailleur e lá dentro os órgãos estranham a estatística e o negócio. Elas querem ser vestidas pelo amor. O amor para elas é um lugar onde se sentem seguras, protegidas.

O termômetro das mulheres é: "Estou sendo amada ou não? Esse bocejo, seu rosto entediado... será que ele me ama ainda?" A mulher não acredita em nosso amor. Quando tem certeza dele, pára de nos amar. A mulher precisa do homem impalpável, impossível. As mulheres têm uma queda pelo canalha. O canalha é mais amado que o bonzinho. Ela sofre com o canalha, mas isso a justifica e engrandece, pois ela tem uma missão amorosa: quer que o homem a entenda, mas isso está fora de nosso alcance. A mulher pensa por metáforas. O homem, por metonímias. Entenderam? Claro que não. Digo melhor, a mulher compõe quadros mentais que se montam em um conjunto simbólico sem fim, como a arte. O homem quer princípio, meio e fim. Não estou falando da mulher sociológica, nem contemporânea, nem política. Falo de um sétimo órgão que todas têm, de um ¿ponto g¿ da alma.

Mulher não tem critério; pode amar a vida toda um vagabundo que não merece ou deixar de amar instantaneamente um sujeito devoto. Nada mais terrível que a mulher que cessa de te amar. Você vira um corpo sem órgãos, você vira também uma mulher abandonada.

Toda mulher é "Bovary"... e para serem amadas, instilam medo no coração do homem... Carinhosas, mas com perigo no ar. A carinhosa total entedia os machos... ficam claustrofóbicos. O homem só ama profundamente no ciúme. Só o corno conhece o verdadeiro amor. Mas, curioso, a mulher nunca é corna, mesmo abandonada, humilhada, não é corna. O homem corneado, carente, é feio de ver. A mulher enganada ganha ares de heroína, quase uma santidade. É uma fúria de Deus, é uma vingadora, é até suicida. Mas nunca corna. O homem corno é um palhaço. Ninguém tem pena do corno. O ridículo do corno é que ele achava que a possuía. A mulher sabe que não tem nada, ela sabe que é um processo de manutenção permanente. O homem só vira homem quando é corneado. A mulher não vira nada nunca. Nem nunca é corneada... pois está sempre se sentindo assim... Como no homossexualismo: a lésbica não é veado.

A mulher é poesia. O homem é prosa. Isso não quer dizer que mulher seja do bem e o homem, do mal. Não. Muita vez, seus abismos são venenosos, seu mistério nos mata. A mulher quer ser possuída, mas não só no sexo, tipo ¿me come todinha¿. Falam isso no motel, para nos animar. O homem é pornográfico; a mulher é amorosa. A pornografia é só para homens. A mulher quer ser possuída em sua abstração, em sua geografia mutante, a mulher quer ser descoberta pelo homem para ela se conhecer. Ela é uma paisagem que quer ser decifrada pelas mãos e bocas dos exploradores. Ela não sabe quem é. Mas elas também não querem ser opacas, obscuras. Querem descobrir a beleza que cabe a nós revelar-lhes. As mulheres não sabem o que querem; o homem acha que sabe. O masculino é certo; o feminino é insolúvel. O homem é espiritual e a mulher é corporal. A mulher é metafísica; homem é engenharia. A mulher deseja o impossível; desejar o impossível é sua grande beleza. Ela vive buscando atingir a plenitude e essa luta contra o vazio justifica sua missão de entrega. Mesmo que essa "plenitude" seja um living bem decorado ou o perfeito funcionamento do lar. O amor exige coragem. E o homem... é mais covarde. O homem, quando conquista, acha que não tem mais de se esforçar e aí, dança...

A mulher é muito mais exilada das certezas da vida que o homem. Ela é mais profunda que nós. Ela vive mais desamparada e, no entanto, mais segura. A vida e a morte saem de seu ventre. Ela faz parte do grande mistério que nós vemos de fora, com o pauzinho inerme. Ela tem algo de essencial, tem algo a ver com as galáxias. Nós somos um apêndice.

Hoje em dia, as mulheres foram expulsas de seus ninhos de procriação, de sua sexualidade passiva, expectante, e jogadas na obrigação do sexo ativo e masculino. A supergostosa é homem. É um travesti ao contrário. Alguns dizem que os homens erigiram seus poderes e instituições apenas para contrariar os poderes originais bem superiores da mulher

As mulheres sofrem mais com o mal do mundo. Carregam o fardo da dor histórica e social, por serem mais sensíveis e mais fracas. Os homens, por serem fálicos, escamoteiam a depressão e a consciência da morte com obsessões bélicas, financeiras ou políticas. As mulheres agüentam firmes a dor incompreendida. O mundo está tão indeterminado que está ficando feminino, como uma mulher perdida: nunca está onde pensa estar. O mundo determinista se fracionou globalmente, como a mulher. Mas não é o mundo delicado, romântico e fértil da mulher; é um mundo feminino comandado por homens boçais. Talvez seja melhor dizer um mundo-travesti. O mundo hoje é travesti.

 

Sabedoria

"É tão curto o amor e tão longo o esquecimento."

Pablo Neruda, poeta chileno


 Carlinha

A declarar...

A vida até que tem sido merecedora de respeito no último mês e diria eu que, aos 30, ela tem sido generosa demais, mas o que o corpo faz, nem sempre tem a mesma plenitude da alma. Então tenho escrito verdades de liquidificador, objetivas e formais. Cansei do lirismo indefeso. Sei, entretanto, que sou aquariano, e nado em direções opostas. Amanhã poderei ir no caminho avesso...


Carla Bruni, primeira-dama da França...

o caderno 'ela' do jornal o globo, publicou no último domingo um texto intitulado "os homens sempre voltam". ouviu especialistas e mulheres que um dia já sofreram com uma perda repentina. o livro diz que essa possibilidade existe, talvez na china ou no próximo planeta xkpgi9 a ser descoberto. uma teoria a qual muitos de nós acredita e comprova, diz que quando o pé na bunda é dado por nós, homens, pode esquecer e esperar sentada porque já era. claro que acontece, mas não como promete o livro. porque mesmo que tu seja uma gostosa (sim, esses casos também acontecem...) ou a mulher mais linda do pedaço, tu também pode levar um pé na bunda. porque se a gente vai, é pra não voltar atrás... a seguir um trecho da matéria.


Os homens sempre voltam

Nova teoria de auto-ajuda diz que mulher rejeitada terá o ser amado de volta quando menos esperar. O ELA ouviu histórias de gente que comprovam isso. Ou não

Carolina Isabel Novaes


Penélope Parker garante: os homens voltam. O cara num dia diz que está apaixonado e no outro termina a relação? Fique sossegada, companheira de luta, este mesmo rapaz vai voltar, quando menos você esperar. Não precisa roubar a criança do Santo Antônio, ler borra de café nem escrever o nome dele num papel coberto de mel. Basta deixar solto, laissez faire, laissez passer, dizer ao astral “volta pro mar, oferenda!”, seguir Lao Tsé: “Quem se empenha, fracassa”.

Penélope Parker não é milagreira nem macumbeira, ela é a narradora do livro “Os homens (às vezes infelizmente) sempre voltam”, lançado no Brasil pela L&PM. O título foi publicado em Argentina, México, Estados Unidos e, em breve, Espanha. Originou-se de uma idéia muito simples: o problema dos livros de auto-ajuda que existem por aí é que eles partem do princípio que você, mulher abandonada, quer superar o fora e deixar tudo para trás — e quem disse que queremos deixar tudo para trás? “Este não é o caso da maioria dos mortais, e certamente não é o caso das mulheres que têm a infelicidade de serem abandonadas. Normalmente queremos que ele volte para os nossos braços, de preferência correndo, com um buquê de flores na mão e um sussurro de desculpas nos lábios”, lê-se no início.

 

Pâmela, em Belém, na praia de Outeiro.

Nada mais delicioso do que a alegria e o sorriso, não é mesmo?
Pois como dizia Cartola…
“… a sorrir, eu pretendo levar a vida…”
E pela lei de Chico Buarque…
“… a gente era obrigado a ser feliz!”
Vinícius completa quando canta que…
“é melhor ser alegre que ser triste, a alegria é a melhor coisa que existe”

O ateu e a torrada
 
Era uma manhã rotineira na vida de José Mário. Matemático, professor de faculdade e ateu convicto até o apocalipse, comia religiosamente 2 torradas com manteiga e geléia de cupuaçu. (Deus me livre se não houvesse geléia de cupuaçu!) Era uma equação simples. Duas passadas de faca na manteiga sem sal e uma colherzinha de geléia aplicada com uma força X, suficiente para espalhar a geléia, mas não o suficiente para quebrar a torrada. José Mário necessitava segurar a torrada com uma força Y= -X, para balancear as forças evitando que a torrada caia no chão. Caso Y>-X, inevitavelmente a torrada cairá com sua face geleística voltada para baixo, exatamente como ocorreu nessa manhã aparentemente rotineira.
A regra universal que dita a sujeira no mundo desde a gênese diz que se um objeto cai e fica por menos de 5 segundo no chão, o objeto ainda estaria limpo e pronto para o consumo. José Mário, como exímio conhecedor de regras universais e há muito morando sozinho, recupera a torrada do chão e qual sua grande surpresa? Estava lá. Claramente. Milagrosamente nítida. A cara de Jesus Cristo estampada em sua bendita torrada.
O que um ateu faz quando se depara com um milagre?
A primeira reação de um ateu é a contestação. Como São Tomé, primeiramente desconfia. Não, nada a ver. É coisa da sua imaginação. É como olhar as nuvens e encontrar formas. Mas olhando melhor, a imagem era divinamente clara. Havia até um certo brilho santo ao redor da imagem. Fez-se a luz nas camadas de manteiga. Qual era a chance disso acontecer? Calcula as probabilidades. Menos de 1 bilhão para um de tal evento acontecer com tanta precisão. É, os números estavam contra ele. Justo os números que tanto confiava. Tenta repetir o experimento. 2 pacotes de torradas de imagens disformes. O máximo que conseguiu foi em uma torrada que se olhada de um ângulo específico, até poderia se assemelhar, vagamente, a um coelhinho caolho sem orelhas. Resolveu parar, pois não poderia faltar a geléia de amanhã, e Deus me livre se não há geléia de cupuaçu!
Segunda reação de um ateu, a dúvida. E se fosse realmente um sinal divino? Todos esses anos comendo carne vermelha na sexta-feira santa? As vezes que cobiçou a mulher do próximo, as que via revistas de mulher pelada escondido no banheiro ou quando roubou figurinhas jogando bafo… Tudo isso seria uma passagem segura para o inferno? Seria um alerta para que ele começasse a frequentar a igreja?
Terceira reação de um ateu, a revolta. José não se daria por vencido. Ele não jogaria a batina assim tão fácil. Não seria uma torrada a romper toda a sua (des)crença. Quer briga? Então olha o que eu faço com sua torrada! José aproxima a torrada à boca, lentamente abre sua bocarra e prepara uma grande mordida entre a coroa de espinho e a sobrancelha esquerda de Jesus.
Quarta reação de um ateu, a redenção. Espera! Talvez seja melhor não comer a torrada. Afinal ela caiu no chão. Talvez tenha passado mais dos 5 segundos. Pode haver micróbios. Pode causar dor de barriga. Imagina se dá um piriri. E com piriri não se brinca! Pior que as pragas do Egito! Lavo minhas mãos. Melhor pegar outra torrada.
Resolveu deixar a torrada milagrosa de lado. Mas a cara de Jesus continuava encarando-o. A pulga atrás da orelha ainda coçava. Há de haver uma explicação mais razoável que uma entidade toda poderosa sem ter mais o que fazer além de pregar peças em matemáticos ateus. Existe algum fator que passou despercebido. Algo que dê a luz sobre esse mistério. Olhe atentamente, analise friamente…
Eureca!
Como não havia visto isso antes! Era óbvio! A vida volta a fazer sentido. A figura na torrada não é o Jesus Cristo! É o deputado Ruy Smith! Claro, por que acreditar em um Ser Supremo invisível, inatingível? O Ruy Smith era real, estava ali, ao alcance de todos! É lógico! Quem mais sofreu tantas perseguições e foi crucificado pelo Pedro da Lua? Quem mais ressucitou a CPI da Pedofilia quando ninguém mais esperava?
Satisfeito, José Mário guardou a torrada junto com os antigos santinhos do PSB e saiu cantarolando. Esse Ruy Smith é foda!

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